Por: Assessoria de Imprensa | Publicado em: 12/02/2020 17:16:16

Familiares e servidores receberam pés de alface e rúcula e temperos cultivados pelos adolescentes atendidos

 

Tudo tem seu tempo: a terra, o cultivo, a paciência, a espera. Sob esta perspectiva, desde 2016, o CASA Guarulhos realiza o projeto “Quem Planta Colhe”, em que os adolescentes em medida socioeducativa de internação aprendem a não só cultivar hortaliças, como compreender o meio ambiente e a influência do tempo sobre a vida.

O resultado dessa produção foi a entrega de cerca de 140 pés de rúcula e alfaces americana, lisa e crespa, além de maços de salsinha, cebolinha, coentro e manjericão para os familiares e servidores no início de fevereiro, durante a visita semanal.

A horta fica na lateral do módulo de atendimento socioeducativo. Semanalmente, sob orientação do diretor do CASA, Carlos Henrique da Silva, os adolescentes aprendem os cuidados com a terra, a importância e necessidade de regar as plantas e acompanham o desenvolvimento das hortaliças.

“É uma analogia com a vida, onde tudo tem seu tempo. A preparação da terra, adubação, plantio das sementes e mudas. É regar todo dia, cuidar, transplantar as mudas, exercitar a paciência, esperar o tempo certo para fazer a colheita, lavar as folhas para o consumo e consumir”, afirma Silva. “Assim é a vida, colheremos o que plantamos.”

A partir de 2019, o projeto passou a ter apoio do projeto Agroterra, de Guarulhos, que atua com hortas urbanas. Duas vezes no mês, Às sextas-feiras, um colaborador a iniciativa vai ao CASA Guarulhos dar orientações complementares aos adolescentes e acompanhar o desenvolvimento da proposta.

“O mais importante em todo esse processo com o jovem é o novo olhar dele sobre as relações estabelecidas no contexto institucional, pois passaram a se relacionar de maneira mais próxima e saudável com servidores, especialmente os da área de segurança”, avalia o diretor. “Isso amplia a percepção deles quanto à suas atitudes pregressas e os faz pensar sobre possibilidades de um futuro diferente.”